Era apenas uma caminhada pela cidade. Mas, naquele dia, um homem caminhava lado a lado com Jesus.

Enquanto andavam, o homem começou a falar com sinceridade:

“Jesus, eu creio em Ti como meu Senhor e Salvador. Eu creio que Tu és o caminho, a verdade e a vida. Eu creio em Deus e na Bíblia por completo. Eu já vivi dentro de religião, mas hoje eu entendo que a religião é o homem tentando chegar até Deus, criando regras que muita gente não consegue cumprir. Mas Tu és diferente… Tu és Deus que veio até nós. Tu te aproximas do homem do jeito que ele está.”

Jesus apenas caminhava ao seu lado e ouvia.

Depois de um tempo, o homem disse:

“Eu sempre peço isso a Deus: que Ele me ajude a amar as pessoas. Eu quero amar como Tu amas.”

Foi então que eles viram um homem em situação de rua vindo em direção a eles. O cheiro era forte, a aparência marcada pelo abandono, a dignidade parecia ter sido roubada pela vida.

Jesus então olhou para o homem e disse com calma:

“Você quer mesmo aprender a amar como Eu amo? Então vá até ele. Abrace-o. Diga que ele é amado.”

O homem tentou. Deu alguns passos. Mas, quando chegou perto, o cheiro foi forte demais, a situação o atingiu profundamente… e ele não conseguiu. Passou direto.

Poucos metros depois, parou, abaixou a cabeça e começou a chorar:

“Jesus… eu não consegui. Eu queria amar… mas eu não consegui. Eu descobri que o meu amor é pequeno.”

Então Jesus colocou a mão sobre seu ombro e disse com ternura:

“Agora você entende um pouco do Meu amor. Todos os dias as pessoas vêm a Mim assim: machucadas, cheias de falhas, cheias de culpas, carregando marcas e o ‘cheiro’ da vida. E Eu não Me afasto delas. Eu as abraço. Eu não digo: ‘mudem primeiro, arrumem primeiro, limpem-se primeiro’. Eu vou até elas. Eu recebo primeiro. Eu amo primeiro. Porque é o Meu amor que transforma.”

“A Palavra não muda. Eu sou o mesmo ontem, hoje e para sempre. As gerações mudam, o mundo muda, mas Eu continuo amando, respeitando e buscando as pessoas como elas são. Eu continuo vindo até o homem.”

Eles seguiram caminhando juntos.

E aquele homem aprendeu que o amor de Cristo não exige perfeição antes do abraço.
O amor de Jesus acolhe primeiro.
Abraça primeiro.
Depois transforma.

Parábola criada pelo Provocações Filosóficas baseada em um testemunho postado publicamente nas redes sociais.