A sociedade brasileira, desde sua formação, apresenta um comportamento característico: a expectativa de que outros resolvam seus problemas. Existe a ideia de que agentes do Estado, como governos, presidentes, deputados e outros políticos, serão responsáveis por transformar nossas vidas para o melhor. No entanto, a realidade é bem diferente. Quem pede por um rei, ganha um rei, mas perde todo o resto. Ao pedir um rei, a sociedade abre mão do controle sobre sua própria vida e se torna escrava do poder.

Ter responsabilidade sobre si mesmo e assumir as consequências das próprias atitudes exige uma grande maturidade. Porém, como sociedade, o Brasil ainda não alcançou essa maturidade. Muitos brasileiros ainda depositam suas expectativas em governos, figuras de autoridade e políticos, que prometem, eleição após eleição, que a próxima será diferente. Mas a verdade é que nada do que pode ser feito hoje ou amanhã não poderia ter sido feito no passado. Se não foi feito, é porque não havia interesse em fazer. Toda essa evolução e melhoria da qualidade de vida da população é usada como moeda de troca, uma verdadeira chantagem emocional para renovar os atestados de poder dessas entidades e políticos.

Há quem reclame da falta de oportunidades na vida, mas também há aqueles que acordam cedo, trabalham, vão atrás do que é seu e ganham o sustento de forma honesta, mesmo que seja pouco. Essas pessoas tentam edificar suas vidas, melhorar sua realidade e a da sua família. Por outro lado, há quem só reclame da falta de oportunidades e espere que o governo faça algo por elas. O brasileiro, muitas vezes, prefere abrir mão de sua liberdade e autonomia para não ter que se responsabilizar pelos erros em sua própria vida, esperando que outros tragam as melhorias que ele precisa. Quando algo dá errado, culpamos o governo, seja o atual ou o passado. Quando algo dá certo, também atribuímos esse sucesso ao governo ou ao político responsável. Essa mentalidade cria uma falsa sensação de controle, escondendo o enorme potencial de autonomia que cada cidadão possui. O único responsável por mudar sua vida e seu futuro é o próprio indivíduo. Ao pedir um rei, você abre mão de controlar sua vida, de educar seus filhos, de administrar sua casa, de controlar seu dinheiro, de decidir o que comer, o que vestir, o que ver. Você abre mão de guiar sua própria família e de fazer suas próprias escolhas.

A Bíblia, em Samuel 8:10-22, nos alerta que quem pedir um rei ganhará um rei, mas este rei tomará suas filhas, seus campos, suas vinhas, seus bens e até os melhores servos. Ele tomará parte da colheita e dos rebanhos, e você se tornará escravo. Quando isso acontecer, você se queixará do rei que escolheu, mas o Senhor não ouvirá. Quem escolhe um rei, ganha um rei, mas perde todo o resto.

Essa realidade é a mesma desde os tempos de Cristo e permanece presente hoje. Você, brasileiro, que deposita suas esperanças em políticos, em reis modernos, em imperadores, terá o seu rei, mas se tornará escravo. Você perderá tudo. Perderá o controle sobre sua vida, sua casa, seus filhos e seus bens. O governo tomará o controle sobre sua vida e, muitas vezes, você perderá até mesmo a mínima opção de escolha. O governo, com suas promessas de segurança e liberdade, tomará o que você tem. Você realmente acredita que um político distante, que nem conhece a sua realidade, merece sua devoção e idolatria? Qual será o preço que você e seus filhos pagarão por abrir mão do controle sobre suas vidas? Ao ensinar seus filhos a aceitar essa ideia, você estará escravizando a si mesmo e criando uma geração de dependentes.

A salvação, é individual. O governo não fará por você o que só você pode fazer. São apenas promessas vazias, projetadas para um futuro que nunca chega. Você viverá esperando que algo mude, mas essa mudança nunca virá. E, no fim, quando perceber o que perdeu, será tarde demais. O melhor momento para agir por si mesmo é sempre agora.