A liberdade de expressão no Brasil é restrita. A sociedade acredita que essa liberdade deve ser limitada por condições, como ideais políticos ou ofensas pessoais, gerando leis de censura que prejudicam vidas e reputações. Quando a liberdade depende diretamente de regras, ela deixa de ser verdadeira liberdade. Ela deve ser irrestrita, permitindo que todos se expressem sem medo de penalização legal. Palavras não agridem, e as ofensas são reações pessoais, que devem ser tratadas sem intervenção do Estado.

O brasileiro médio tem se tornado incapaz de lidar com frustrações ou com ideias divergentes, agindo como uma criança mimada, buscando sempre o “colo dos pais” (o Estado) para resolver seus problemas. Isso reflete uma distorção da liberdade de expressão, que foi sequestrada por uma parcela da população que só aceita opiniões alinhadas à sua visão de mundo. Para esses grupos, qualquer opinião contrária deve ser penalizada e silenciada, como tem ocorrido em diversos casos no Brasil.

A liberdade de expressão no Brasil não é plena. Embora alguns digam que seja, ela é cheia de restrições legais. A responsabilização pelo discurso deve vir de forma orgânica. Quando alguém nos ofende, devemos lidar com isso pessoalmente, sem recorrer ao Estado. Podemos ignorar, contrapor ou cortar laços com quem não compartilha nossa visão, sem que isso vire um problema legal.

Proibir discursos divergentes ou ofensivos cria uma sociedade homogênea, imatura e incapaz de debater questões difíceis. Evitar que ideias preconceituosas sejam expressas impede que a sociedade as identifique e as refute. Devemos poder confrontar ideias racistas, homofóbicas e preconceituosas, não com leis, mas com educação e diálogo. Isso permitiria à sociedade lidar com pessoas e opiniões indesejadas sem recorrer ao sistema judicial.

Censurar o discurso apenas perpetua os preconceitos. Permitir que as pessoas falem livremente é a forma mais eficaz de combater ideias prejudiciais, já que elas podem ser desafiadas no debate público. Quando proibimos a expressão, impedimos o aprendizado coletivo e a maturidade da sociedade. A verdadeira liberdade de expressão cria uma sociedade madura, onde as pessoas aprendem a dialogar e a lidar com ofensas sem depender do Estado. O cerceamento do discurso enfraquece nossa autonomia e nos torna incapazes de lidar com nossas próprias emoções, tratando qualquer desavença ou ofensa como agressão ou discurso de ódio.

Não podemos permitir que o livre discurso seja higienizado, criminalizado, censurado ou sequestrado por vieses políticos, seja em meios físicos ou digitais. A liberdade de expressão deve ser irrestrita e absoluta, permitindo que todos falem livremente, sem o medo de punições ou silenciamento, mesmo se tratando de opiniões absurdas ou expressões que vão completamente contra inclinações politicas e sociais.