Imagem por: Caroline Fortunato

Estamos todos doentes uma vez que nossa ideia de felicidade é aquele período em que tudo está dando certo em nossas vidas. Dando certo nas esferas sociais, nos relacionamentos interpessoais… Esses períodos, porém, são tão rápidos! Quando você instantaneamente sente-se plena(o), quase imediatamente identifica algum problema até então irrelevante. Isso porque temos a grande necessidade de estarmos sempre sendo desafiados a fim de um objetivo – a fim de nos sentirmos cada vez mais plenos. Entretanto, felicidade não é esse período em que tudo está dando certo em sua vida. Felicidade é mais a sua serenidade e força com a qual você encara os problemas e incômodos. É a sua vontade em evoluir (assim como a capacidade de satisfazer-se com tudo o que se tem). Felicidade é estar bem consigo quando as coisas vão mal. Ciente de que as coisas mudam. E não comparar-se com os outros ou com os ganhos dos outros. É preciso sabedoria para aceitar que somos limitados e que, portanto, somos capazes de realizar grandes coisas, porém nem todas as coisas ou, ainda, mudar o mundo. Dá muito prazer respeitar nossos limites e entendermos a pessoa que somos – em nossa expressão mais franca. Creio que a felicidade seja por aí: certo grau de maturidade que a humanidade ainda não alcançou.

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Caroline Fortunato
Autora de "O Lado Real do Abstrato." Nascida com a maldição da Literatura ao mesmo tempo em que salva por ela.