Imagem por: Caroline Fortunato

Creio que quedas e frustrações são essenciais para que não passemos direta e externamente por nossa jornada. Se assim fosse, viver me pareceria algo bem próximo do superficial na medida em que os ganhos e acertos fossem contínuos. Desse modo, jamais escorregaríamos para dentro de nós mesmos a fim de nos sentirmos, nos desbravarmos e de evoluirmos na base da frustração, já que esta normalmente nos tira de nossa zona de conforto, nos obriga a explorar certo autoconhecimento e, então, nos faz florescer.

Cada decepção e alma são únicas, mas eu, particularmente, tento sempre encarar minhas frustrações como novas oportunidades. É muito difícil já que nossa visão é totalmente limitada ao que está acontecendo agora e, portanto, nunca seremos capazes de desvendar como uma dor pode se transformar em presente no futuro. Não obstante, posso dizer que eu e a vida somos bastante amigas, e assim eu aprendi a confiar em seu jeito meio inusitado de agir (só acho que é preciso sensibilizar o olhar para que seja possível enxergar todos os sutis milagres dessas ações). Quantas pessoas de carne e osso já fizeram coisas pela gente num dado momento em que odiamos, mas só depois fomos entender e agradecer, não é mesmo? A gratidão chega quando nossa mente se amplia através de mais um aprendizado que vem enriquecê-la.

 

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Caroline Fortunato
Autora de "O Lado Real do Abstrato." Nascida com a maldição da Literatura ao mesmo tempo em que salva por ela.