Estou do lado daqueles que lutam por dignidade dentro da estrutura social. Pessoas que nunca temeram estar contra a “norma instituída”, o “padrão estabelecido”, o dito “poder vigente” que mascara o domínio de um grupo social sobre a maioria. Estou do lado daqueles que nunca tiveram “voz” no processo histórico, mas são os verdadeiros responsáveis pelas transformações éticas, estéticas, sociais e políticas.

Estou do lado daqueles e daquelas que não estarão nos livros didáticos de História como heróis, pois sua luta representa a subversão dos valores eurocêntricos, apresentados como dominantes: mulheres, negros, índios, escravos, servos, operários, sindicalistas, professores, donas de casa, trabalhadores… Assim como Sócrates que foi morto por “corromper a juventude com sua Filosofia”; Spartacus que foi assassinado por liderar uma revolta de escravos no auge do Império Romano; Jesus que foi crucificado por trazer a esperança aos mais pobres, subvertendo o domínio dos fariseus, saduceus e até das autoridades romanas; Joana D’arc que liderou o exército francês e conduziu o Rei Carlos VII ao trono e mesmo assim foi condenada a morte pela Igreja Católica…

Pessoas que mudaram o curso da História por defender aquilo que acreditavam e não temeram as consequências, pois sabiam que representavam a voz de muita gente: Gandhi, Mandela, Zumbi, Martin Luther King Jr, Malcolm X, Dandara, Simon Bolivar, Guevara, Lênin, Paulo Freire, Mariele Franco, Lula… Nesse momento histórico, importante refletir sobre os motivos pelos quais estão tentando calar a voz de Lula. Ele é um líder político que representa que lado? Qual é o seu lado?

Prof. André Wagner Rodrigues é historiador e doutorando em Filosofia da Educação, autor do livro: “Sofia, a menina que gosta de filosofar”

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