Afinal, o que é o trabalho? É a transformação da natureza em busca de nossa subsistência. Se estudarmos a História de nossos mais longínquos ancestrais, passamos a entender que homens e mulheres usaram sua energia e inteligência para transformar a natureza pois precisavam sobreviver, frente a inúmeros perigos do meio onde viviam.

Nossa humanidade foi construída no ato de trabalhar. Assim, aprendemos a nos relacionar e entender que somos dependentes uns dos outros. Assim a Cultura de um povo é identificada, como resultado do trabalho humano…

Entretanto, quando a sociedade se torna mais complexa, origina-se também a necessidade de se criar leis, religiões e um Estado para viabilizar a regulação do ato de trabalhar, e consequentemente, o excedente de produção. Nas sociedades mais antigas, o Estado precisou legitimar a escravidão para prosperar e assim passou a naturalizar a força de trabalho humana.

Nesse processo, legitimou-se também atentados, guerras, genocídios… tudo o que fosse necessário para impor sobre outras Nações o notável estágio “civilizatório”. A Civilização portanto nasceu da barbárie! A sociedade atual também reproduz a lógica de exploração da força de trabalho de nossos ancestrais.

Não somos mais escravos, do ponto de vista jurídico, mas somos dependentes de um salário. O que nos torna escravos do sistema econômico. O consumo desmedido nos torna cada vez mais escravos da condição financeira. E quem não participa do jogo, é caracterizado pela sociedade como: vagabundo, marginal, indigente…

Hoje, no entanto, muitos defendem que o futuro profissional depende do esforço e talento pessoal de cada pessoa. Essa ideia seria verdadeira se as oportunidades fossem iguais. A meritocracia é uma falácia! A lógica é garantir um excedente de pessoas com baixa formação escolar para alimentar o próprio sistema. Nesse 1° de maio, desejo a todas e todos: CONSCIÊNCIA DESSA CONDIÇÃO!

Prof. André Wagner Rodrigues – Historiador, doutorando em Filosofia da Educação, autor do livro: “Sofia, a menina que gosta de Filosofar”

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