No litoral de Pernambuco, mais precisamente na Praia de Itamaracá, uma ótima ideia chamou a atenção: mãe e filha construíram uma casa usando garrafas recolhidas no lixo.

Dispensando os materiais convencionais, Edna Dantas e sua filha, Maria Gabrielly Dantas, realizaram o sonho de terem sua casa na praia do Sossego. Foram dias de dedicação e muito aprendizado, segundo elas. As mulheres, que não sabiam sequer erguer uma parede, não deram voz às dificuldades. A vontade de realizar o projeto superou todas as barreiras e as quase 5 mil garrafas recolhidas transformaram-se no tão sonhado lar.

A construção foi iniciada em maio, em plena pandemia. A experiência de Edna com reciclagem foi uma das motivações para essa ideia inovadora, pois ela trabalhou por 18 anos em uma cooperativa de materiais recicláveis. A experiência a fez perceber que o que era tido como lixo poderia ser perfeitamente transformado.

Após o recolhimento do material, as construtoras realizaram uma limpeza das garrafas e depois descobriram uma forma engenhosa de levantar paredes com elas. Segundo Edna, elas aprenderam a fazer blocos, usando de 4 a 6 garrafas e colando com argamassa. Depois disso, o bloco era encaixado em outros, como tijolos e assim as paredes foram erguidas. Foram cerca de 8 horas por dia de trabalho, realizado com disposição e força de vontade.

A casa sustentável surgiu da necessidade de resolver um problema grave relacionado ao lixo na região. Sobretudo, pelo fato de as garrafas serem consideradas “infinitas” no que se refere à decomposição. A construção é também uma forma de dialogar com a sociedade a respeito do lixo e seu tratamento.

Para Gabrielly, a casa tem voz e cara de futuro e não é para menos. Certamente essa “casa de vidro” será uma grande inspiração para todos nós.

Veja a reportagem completa exibida no Jornal Nacional.