Imagem por: Caroline Fortunato

Se você, por ventura, não possui algo que a faixa etária em que você está exija que você tenha (do ponto de vista social), você é visto, pelos mais próximos, na maioria das vezes (pois por aqueles que não te conhecem você é geralmente visto como fracassado), como muito exigente. Ou seja, o esperado é que se sigam sempre os padrões da fase em que você se encontra.

A lógica é simples: você tem inúmeras opções em diversas áreas. Opções com aparentes qualidades, e só alguém “que escolhe demais” para recusá-las. Muitos caem nessa armadilha: em ir por um caminho que não se quer de verdade, ou nem sabe se quer, devido a nossa ansiosa mente ocidentalizada, talvez. Não existe paciência, tempo para conhecer-se, descobrir os próprios objetivos: tudo tem de ser instantâneo, senão acaba-se para trás, perdendo tais oportunidades regulares e renunciando à possibilidade de uma real qualidade.

“Nossa! Mas fulano escolhe demais.” Curioso flagrar, em frases como essa, o quão as pessoas acham que conhecem certo indivíduo, tal como seus princípios e fins, e então se julgam na plena sabedoria de querer estabelecer o melhor para essa pessoa, querendo fazer as escolhas por ela.

Por isso, não tem essa de “exigente demais.” Existem pessoas que querem usufruir daquilo que realmente lhes interessa – que sabem o que de fato lhes interessa e não estão a fim de se diminuírem ao lado de qualquer coisa, de qualquer opção. Os caminhos mais fáceis, geralmente, são por demais cômodos.

 

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Caroline Fortunato
Autora de "O Lado Real do Abstrato." Nascida com a maldição da Literatura ao mesmo tempo em que salva por ela.

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